450 famílias serão colocadas na rua dia 12 de junho se ninguém intervir

Hoje representantes das famílias da Ocupação Brasilândia  foram para a porta da Prefeitura de São Paulo, de lá mandaram que fossem procurar o Secretário de Habitação.

O Secretário de habitação, José Floriano, mandou um assessor receber. O assessor disse que não poderia fazer nada. Depois de muita discussão e telefonemas o secretário prometeu conversar com as famílias na parte da tarde.

A Via Crucis das famílias começou 9 da manhã no largo do Paissandu, ficaram na porta.

Por volta das quatro da tarde o Secretário apareceu e também disse que não pode fazer nada, além de completar o cadastro das famílias, pois 150 delas ainda não conseguiram se cadastrar… Por volta de 18 horas a comissão foi avisada que na próxima quarta-feira, serão recebidos por Alexandre Padilha, Secretário de Relações Governamentais da Prefeitura de São Paulo. A ver.

O terreno onde estão as famílias ficou abandonado por mais de 30 anos. Quando as famílias ocuparam os vizinhos se sentiram aliviados pois o local era depósito de lixo, e muitos estupros ocorreram ali.  Hoje abriga famílias trabalhadoras que não conseguem comer, dar de comer a seus filhos e pagar aluguel, na cidade mais rica do país.

Estas famílias não podem ser retiradas do local sem que se dê uma solução de moradia para elas, sem nenhum tipo de atendimento. Quando uma famílias chega ao ponto de  ocupar um imóvel abandonado é porque chegou ao limite, o próximo passo é a calçada. Não é por acaso que a cidade de São Paulo tem milhares de pessoas morando nas ruas.   Uma vergonha.

Sabemos que esta administração vem empenhando esforços para corrigir anos de abandono de construção de moradias populares, sabemos também que a demanda represada é gigantesca, mas não aceitaremos a retirada das famílias do local sem  alguma medida de amparo  até que sejam encaminhas para moradia definitiva.

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