A FLM ESCLARECE

Recentemente, a mídia predominante, vinculou notícias sobre um processo que corre na justiça onde envolve alguns moradores do edifício Cambridge e a coordenadora Carmem Silva, do MSTC e da FLM.

A reportagem veiculada pela Globo e outras é de 2016. É uma gravação feita por uma moradora que denuncia pressão sofrida para pagar a taxa de R$ 20,00 (vinte reais) de um rateio de conta de água. A gravação foi feita quando a denunciante entrou no edifício com dois capangas e provocou a coordenadora Carmem Silva, se negando a pagar a taxa de R$ 20,00 do rateio da água. É uma gravação montada que está no processo da denúncia do promotor, que forneceu para a mídia predominante.

Esse é o método aplicado nos últimos anos pra condenar os movimentos sociais e suas lideranças. O promotor oferece denúncias sem apurar os fatos, baseado em qualquer mentira. A mídia predominante divulga a mentira, destrói a pessoa e condena, depois o juiz assina a sentença. O judiciário está demonstrando que não tem compromisso com a verdade e muito menos com a justiça.

A acusação contra Carmem Silva não é verdadeira. Carmem é uma mulher trabalhadora. Luta por moradia, não tem patrimônio, mora de aluguel. Criou oito filhos, sempre trabalhando muito. Morou na rua e em albergues quando chegou em São Paulo. Entrou pro movimento a mais de 20 anos. Trabalha perto de 19 anos em uma empresa e garante o sustento de si e dos filhos. Carmem é uma das pessoas responsáveis pelas conquistas de moradia no centro da cidade. Nos últimos anos, trabalhou coordenando o grupo de moradores que conquistou o prédio, antigo hotel Cambridge, atendendo 121 famílias. Conquista extraordinária. São raras as conquistas de moradia no centro.

Sendo assim, convocamos todas famílias de sem tetos, organizadas pela FLM ou não, para defender nossas lideranças.  Todo apoio para Carmem Silva, e por extensão a todos e todas lideranças populares que estão sendo perseguidas.

FLM – Frente de Luta por Moradia
São Paulo, 15 de maio de 2018.

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