Nós trabalhadores sem teto ligados a FLM decidimos mais uma vez agir para conquistar nosso direito de morar.

Atualizando: Desde Cinco horas da manhã desta segunda-feira,    850 famílias ocuparam  o Quadrilátero da Luz – Rua Barão de Piracicaba. Telefone de contato no local   961111837, com Maria.

Acabamos de ocupar um terreno na Rua da Cordialidade, 121 – Jd. São Luis ( Zona Sul)   – TELEFONE DE CONTATO NO LOCAL; 966206470 Felícia Mendes

CARTA ABERTA

Aos Homens e Mulheres de Bem

As Autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário

Nós trabalhadores sem teto ligados a FLM decidimos mais uma vez agir para conquistar nosso direito de morar.

O violento aumento do preço dos aluguéis impede a locação de qualquer espaço para moradia de nossas famílias. Qualquer cômodo precário custa entre R$ 800 e R$ 1.000,00. Enquanto nossos rendimentos não acompanharam a escalada desses preços. Agrava a situação ainda o aumento extorsivo do custo de água e da luz. Encontramo-nos de frente na velha e surrada frase: Se pagamos o aluguel, não comemos e se comemos não pagamos o aluguel.

Por outro lado, a política habitacional pública, não acompanha as nossas necessidades e os princípios do Estado Democrático de Direito, seja trabalhar incansavelmente na construção do bem comum.

Os compromissos assumidos pelo governo do Estado com os sem teto não prosperaram. Prometeram atender nossas demandas nas 10 mil moradias que seriam construídas. Garantiam atendimento cadastrando as famílias das ocupações do centro, especialmente do Quadrilátero, nos empreendimentos das Parcerias Público Privado (PPP’s). E isto não ocorreu. A desapropriação pactuada da gleba do Alto Alegre para atender as famílias despejadas em 2009 e famílias residente embaixo da rede da Eletropaulo, também não ocorreu.

Frente a inoperância dos órgãos públicos resolvemos agir para que a justiça prevaleça. Relembramos e pleiteamos o que segue:

1. Desenvolver rapidamente um programa emergencial de atendimento as famílias que se encontram em Estado de Necessidade Habitacional.

2. Emergencialmente disponibilizar as terras e prédios públicos para que os sem teto façam adequação do espaço pra morar o mais breve possível.

3. Requisitar os imóveis abandonados e sem função social para o programa emergencial de habitação.

4. Destinar de imediato as terras da Rua Direitos Humanos, Rua da Cordialidade, 121 – Jardim São Luiz, Quadrilátero da Luz e Alto Alegre para programas de moradia.

5. Atender as demandas já pactuadas com o Governo do Estado.

São Paulo, 25 de outubro de 2015.

Frente de Luta por Moradia.

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