OCUPAÇÃO DE PRÉDIOS ABANDONADOS ENTRA NO 2º DIA

Atualizada às 09h17

Depois de muita tensão, fome e sede, é tranquila a situação das famílias que ocupararam os quatro prédios na região central da Capital Paulista, na madrugada da segunda, 4 de outubro.

Homens mulheres e crianças viram seu   sofrimento e humilhação rotineiros, pela falta de uma moradia dígna,  aumentar durante todo dia de ontem. 

Assista ao vídeo Ocupação dos prédios abandonados do centro de São Paulo

Depois de ocuparem prédios que estão abandonados há décadas, que têm dívidas astronômicas com a cidade, ficaram confinados, impedidos pela polícia, de receber água e comida durante todo o dia. No prédio da Av. Ipiranga três mulheres desmaiaram no final da tarde e tiveram que sair carregadas. Só no início da noite foi autorizada a entrada dos alimentos. Mesmo assim, no prédio da Av. 9 de Julho, a presença intensiva de policiais do lado de fora , até parte da noite, levou pânico aos ocupantes.

As pessoas deveriam fazer uma visita a esses locais para ouvir e conhecer quem são essas pessoas.  Os jornalistas normalmente fazem entrevistas, mas seria interessante, para  quem tivesse a oportunidade, primeiro, entrar e constatar a situação de prédios e terrenos com capacidade para abrigar centenas de pessoas, vazios, no centro da cidade, depois conhecer realmente quem são esses ocupantes.

Além da cobertura dos veículso de comunicação de massa, a FLM, pode informar os acontecimento com a ajuda de celular. À medida que iam chegando repassamos usando este blog, emails e o twiter, ferramentas de comunicação bastante simples. Os celulares são mais fáceis de usar por todos,  no uso das ferramentas da  internet os jovens têm mais domínio e é possível fazer de qualquer lan house. 

Neste país criou-se a prática de atribuir qualquer manifestação à briga política, sobretudo neste momento em que estamos em período eleitoral.

Ao invés de ficar repetindo teses construídas por trás do conforto de algumas escrivaminhas, é mais inteligente, mais honesto e sobretudo mais humano, ir até o local e ouvir aquelas pessoas contando sobre o suplício de morar e criar os filhos com o esgoto e ratos entrando em casa, tendo que optar entre comer e pagar o aluguel. Pessoas que, apesar de trabalharem duro, são sub-remuneradas, que ajudam a construir essa cidade e o país mas não participam das riquezas que produzem.

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